[GAROTO]: Austin Lucas
9 horas atrás
uma planta pendurada no teto, como uma foto lembrando bons momentos, como um canto esquecido da casa.
O valor das coisas. Tão subjetivo. Como disse Henriqueta Lisboa: “Também as cousas participam/ de nossa vida. Um livro. Uma rosa./ Um trecho musical(...) O Crepúsculo(...) A graça de um retalho de lua(...) A mesa sobre a qual me debruço(...)” E continua a poeta: “...que tenho a ver contigo/ se não leste o livro que li/ não viste a rosa que plantei/ nem contemplaste o pôr-do-sol/ à hora em que o amor se foi? Que tens a ver comigo/ se dentro em ti não prevalecem/ as cousas – todavia supérfluas -/ do meu intransferível patrimônio?”
E eu completo: o olhar que mira aquela foto no porta-retratos não é o mesmo olhar que eu dirijo a ela.
Os ramos da jabuticabeira que, distraidamente, eu admiro, nenhum significado possuem para quem os vê. Mas para mim trazem pedaços de história. O chão que eu piso, a janela aberta para o vazio, uma porta que range ao fechar, o que significam para você e para os outros?
O mundo das coisas pertence a quem o vivenciou, a quem sofreu ou se alegrou com ele, a pequenos momentos fugidios, mas grudados na alma da sensibilidade.
Ah! O valor das coisas! O valor das pequenas coisas, despercebidas aos olhos daqueles que não se interessam por elas, por nada lhes significar. O valor perceptível apenas para a alma de quem vê, em coisas esquecidas, o elo com um passado q
o texto me fez perguntar foi: qual o valor dessas fotos?
algo que não valorizo, as coisas!
Abs:-)
Eu tenho o valor que você me deu. O objeto, aos olhos de quem o admira, nada mais é do que signos, símbolos de uma representação e de uma significado totalmente pessoal, por isso tão importante.
gostei do texto.
Beijo =)