Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis...

segunda-feira

Primeiras-primeiras coisas:

Lembro das primeiras-primeiras coisas que eu ganhei… O primeiro boneco articulado, o primeiro carrinho de coleção, o primeiro tênis de marca, aquelas primeiras-primeiras coisas que a gente sempre carrega na cabeça desde de pequeno, sabe?
Quebrei alguns dos presentes desde então. Não de propósito, mas de brincar mesmo. Ficar triste a gente fica por vários motivos enquanto passa o dia, como também sorri. Dá pra ficar ainda mais triste quando se magoa alguém sem querer. Não de propósito, mas de brincar mesmo. E pior ainda quando se quebra algo que lhe foi dado por quem teve o suor e a decisão de te dar aquilo que você se descuidou um segundo, mesmo que seja por brincar mesmo.
Nunca tive um óculos que eu gostasse de usar. É o meu primeiro, e agora tá ali, arranhado. Mas é o primeiro, se existe algo de bom e inesquecível pra gente são as primeiras-primeiras coisas. As primeiras-primeiras tem um gostinho de insubstituíveis.
Claro que vieram mais bonecos e mais carrinhos e mais tênis, vários outros, mas sempre que se olha pro começo das coisas e se lembra deles, é o gostinho de insubstituíveis que fala mais alto.
Fique triste, chateado, aborrecido, arranhou sim, quebrou, não tem concerto. Acontece, mas experiências vividas valem mais, formam o caráter e a vontade de não deixar ir a lembrança das primeiras-primeiras coisas irem embora.
Se for pra culpar alguém, culpe a gravidade, que nunca foi amiga de ninguém, não vá se culpar por viver e acidentalmente viver um pouquinho torto numa hora ou outra. Agradeça que você teve, fez parte de você e culpe a gravidade. Mas permita-se ficar triste, sim, porque isso também é viver. Já disse pra culpar a gravidade?

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